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O TRATAMENTO INICIAL DO TEMA
Cada tema é desenvolvido inicialmente por uma aula introdutória, proposta para ser conduzida em inglês pelo professor através de perguntas orais endereçadas à classe. As perguntas são sugeridas para que o professor, com base nelas, construa um esquema no quadro de giz com as respostas mais pertinentes.
A aula introdutória visa encorajar os alunos a (1) compreender o que é dito ou perguntado na língua estrangeira através de linguagem calibrada e negociada do professor, (2) verbalizar seu conhecimento prévio sobre o assunto e (3) familiarizar-se com novos conhecimentos lingüísticos e de conteúdo. As respostas dos alunos devem ser convertidas para o inglês e algumas delas (as mais relevantes) registradas no quadro em forma de esquema. As implementações deste tipo de aula têm mostrado que os alunos sentem-se valorizados ao terem suas idéias registradas no quadro.
Para uma melhor visualização, a aula introdutória traz um esquema-modelo. Além disso, uma ou mais atividades associadas são propostas com base nas informações apresentadas no esquema. O objetivo é fazer com que os alunos compreendam o seu conteúdo e/ou as expressões ou vocabulário utilizados.
AS ATIVIDADES
Além da aula introdutória, cada tema é desenvolvido por várias atividades agrupadas por sua habilidade lingüística prioritária. Este agrupamento não desconsidera o desenvolvimento paralelo de outras habilidades em uma mesma atividade. No processo de elaboração, os acadêmicos procuram estabelecer associações comunicativas entre as habilidades lingüísticas. Por exemplo, as tarefas de compreensão escrita acompanham um trabalho de pré-leitura através de perguntas orais em inglês, dirigidas à classe, tratando-se, portanto, de uma atividade de compreensão oral.
Toda atividade é acompanhada pelo link AUTOR(ES), que traz o nome e e-mail do(s) produtor(es) da atividade. Algumas apresentam o link RECURSOS, quando um vídeo é cadastrado para a realização da atividade.
Ao clicar na atividade desejada, o professor tem acesso à atividade em si, aos procedimentos de sua aplicação, à discriminação dos recursos necessários para a sua implementação e ao seu gabarito.
AS ATIVIDADES ASSOCIADAS
As atividades associadas visam reutilizar o mesmo insumo da atividade matriz para um outro tipo de trabalho, seja para desenvolver capacidades de compreensão ou expressão (oral ou escrita) na língua estrangeira. São extensões da atividade matriz que podem ser trabalhadas na seqüência desejada pelo professor.
AVISO IMPORTANTE!
Ao utilizar as atividades propostas neste sítio, é imprescindível que o professor informe aos alunos ou a outros destinatários o endereço do sítio, pois o material que disponibilizamos envolve anos de dedicação e trabalho árduo para a melhoria da qualidade do ensino de inglês nas escolas.
POSSIBILIDADES DE INTERLOCUÇÃO
Para aproximar o professor usuário dos produtores das atividades deste acervo, o sítio disponibiliza o nome e o e-mail dos autores. É através da comunicação mediada por computador (e-mail), portanto, que os professores podem usar a tecnologia da Rede para se comunicarem com os respectivos autores das atividades, visando solucionar dúvidas, sugerir idéias, opinar e avaliar os resultados de implementação de alguma atividade do acervo.
ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO DE TAREFAS
A título de sugestão, cada atividade acompanha um conjunto de procedimentos metodológicos detalhados, que foram utilizados na implementação da atividade e redefinidos após a sua implementação, com base na reflexão sobre a ação.
As escolhas metodológicas sugeridas neste acervo foram tomadas a partir de conhecimentos construídos na teoria e prática pedagógica. Por exemplo, para atividades com instruções curtas e menos complexas (exemplo abaixo), sugere-se que o professor faça a sua leitura em voz alta, utilizando gestos ou outros recursos para facilitar a compreensão de determinadas palavras-chave.
Read the text below and answer the questions.
Por outro lado, para instruções longas e complexas em termos lingüísticos e cognitivos (exemplo abaixo), sugere-se que o professor explique as instruções na língua-alvo através de linguagem negociada.
Choose two people to describe their clothes. Then, report your description to the class. Your classmates will have to discover whom you are describing.
Independentemente do procedimento acima utilizado, recomenda-se que os alunos verbalizem o seu entendimento sobre o que deve ser feito na atividade, utilizando suas próprias palavras. Desta forma, os alunos têm a chance de testar sua compreensão, cabendo ao professor confirmar ou questionar a explicação dada. Maiores são as chances, portanto, de os alunos realizarem a atividade com sucesso, considerando que, muitas vezes, o fracasso reside no próprio entendimento das instruções. Após a confirmação do professor, que consiste em reafirmar a explicação dos alunos, é recomendado a ele que forneça a tradução do enunciado, de modo que os alunos possam associar forma e significado e, assim, apreender novas palavras/ expressões.
Acreditamos que a aprendizagem de uma língua estrangeira não decorre apenas da interação aluno-tarefa, mas principalmente da interação professor-aluno / aluno-professor, propiciada no gerenciamento da tarefa. Esta interação envolve o entendimento das instruções ou enunciado, o assessoramento do professor durante a realização da atividade e a correção colaborativa da tarefa. Neste sentido, o gerenciamento pode influenciar na aprendizagem dos alunos, potencializando-a ou não, dependendo das decisões metodológicas tomadas. Além disso, uma atividade pode ser antipática pela sua natureza ou tipo, mas dependendo do seu gerenciamento, pode tornar-se promissora.
Os procedimentos sugeridos para cada tarefa trazem, ainda, opções lingüísticas calibradas para o professor se comunicar com o aluno na língua-alvo. Em outras palavras, a abordagem de ensinar proposta neste acervo contempla a língua estrangeira como meio de instrução e comunicação, favorecendo a aprendizagem implícita de língua por meio da compreensão oral. As escolhas lingüísticas apresentadas nos procedimentos foram utilizadas pelos acadêmicos quando implementaram suas atividades. Estratégias de negociação de significados são também sugeridas para facilitar a compreensão de vocábulos e expressões possivelmente desconhecidos pelos alunos.
CONCEPÇÕES TEÓRICAS SUBJACENTES AO MATERIAL
O objetivo do Sítio T4T não é desenvolver determinados itens gramaticais ou funcionais como ponto de partida para o ensino e aprendizagem de inglês, pois a abordagem aqui proposta é a temática baseada em tarefas, cujos itens gramaticais e funcionais ocorrem naturalmente como meio de tornar o assunto compreensível para os alunos na língua-alvo.
A abordagem temática baseada em tarefas consiste em uma concepção de ensino e aprendizagem voltada para assuntos de possível interesse dos alunos, explorados por tarefas ou atividades com foco no conteúdo das informações, e por uma interação conduzida na língua-alvo.
Alguns princípios teórico-metodológicos:
• A produção do material didático para este acervo baseia-se nos seguintes fatores considerados facilitadores da aquisição ou aprendizagem de uma segunda língua / língua estrangeira: o insumo compreensível (Krashen,1982,1985; Prabhu,1987), isto é, a linguagem compreensível que possibilita ao aluno relacionar forma, significado e função a partir de um contexto comunicativo, a interação negociada através de ajustes interacionais e modificações no insumo (Long,1983; Pica,1994; Mackey et alii,2000) e a produção compreensível, quando o aluno tem a chance de usar seus próprios recursos lingüísticos para processar sintaticamente a língua-alvo (Swain,1985). Este último se traduz em tarefas de produção oral principalmente.
• A aquisição/ aprendizagem/ desenvolvimento de uma língua é promovida através da interação social (Vygotsky et alii, 1988). No contexto de sala de aula, a interação entre professor-aluno(s), aluno(s)-aluno(s), aluno-tarefa e aluno-autor de um texto deveria normalmente ocorrer na língua-alvo.
• Tarefa ou atividade é aqui definida como um trabalho que requer o processamento de informações orais, escritas e/ou visuais na língua-alvo para a compreensão, expressão e/ou negociação de significados nesta língua.
• A conscientização gramatical contribui indiretamente para a aquisição de uma segunda língua ou língua estrangeira (Fotos & Ellis,1991; Skehan,1992). As tarefas com foco na forma aparecem no acervo através das atividades associadas. Nem toda atividade associada, entretanto, é uma atividade gramatical. As tarefas com foco na forma visam tratar de uma determinada questão lingüística que aparece na atividade matriz. O critério para determinar este conteúdo é a sua possível problematicidade, ou seja, estruturas que podem comprometer a compreensão e/ou produção na língua-alvo (vide Xavier,2001).
• O ensino do professor gera diferentes resultados de aprendizagem (Ellis,1993; Been,1987a,b). É o grau de envolvimento dos alunos nas tarefas e a interação gerada por elas, e entre professor e alunos na língua-alvo, que determinam o que vai estar disponível para ser aprendido. Neste sentido, não há uma especificação prévia do conteúdo de língua, mas atividades ou tarefas de aprendizagem que visam engajar os alunos na troca e construção do conhecimento. O produto final acaba sendo diferenciado para cada aluno.
• Os critérios para a elaboração das tarefas são baseados no apelo racional (i.e. a tarefa estimula o raciocínio?) e no controle (i.e. a tarefa se ajusta às capacidades lingüísticas e cognitivas dos alunos que cursam o ensino fundamental e médio?), os quais integram os princípios comunicativos propostos por Widdowson (1979).
• Não há uma seqüência de tarefas predeterminada para o professor seguir. Cabe a ele(a) decidir-se pelas atividades que deve aplicar, conforme seu senso de coerência didática. Recomenda-se, no entanto, que a aula introdutória bem como as atividades associadas a ela sejam o ponto de partida.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Lancaster Practical Papers in English Language Education, 7.
Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall International, 1987a.
___________ Contemporary paradigms in syllabus design. Part I. In Language Teaching, 20(2), 1987b: 81-92.
ELLIS, R. Talking shop: second language acquisition research: how does it help teachers? In ELT Journal, 47(1), 1993:3-11.
FOTOS, S. & ELLIS, R. Communicating about grammar: a task-based approach. In TESOL Quarterly, 25(4), 1991:605-626.
KRASHEN, S.D. Principles and Practice in Second Language Acquisition.
New York : Pergamon, 1982.
______________ Inquiries & Insights.
Hayward : Alemany Press, 1985.
LONG, M.H. Native speaker/ non-native speaker conversation and the negotiation of comprehensible input. In Applied Linguistics, 4(2), 1983:126-141.
MACKEY, A., GASS, S. e McDONOUGH, K. How do Learners Perceive Interactional Feedback? In Studies in Second Language Acquisition, 22(4), 2000:471- 497.
PICA T. Review Article - Research on Negotiation: What Does It Reveal About Second-Language Learning Conditions, Processes, and Outcomes? In Language Learning, 44(3), 1994:493-527.
PRABHU, N.S. Second Language Pedagogy.
Oxford : OUP, 1987.
SKEHAN, P. Second language acquisition strategies and task-based learning. Working papers in English language teaching 1. London:
Thames
Valley
University , 1992.
SWAIN, M. Communicative competence: some roles of comprehensible input and comprehensible output in its development. In S.M. Gass e C.G. Madden, orgs., Input in Second Language Acquisition. Cambridge: Newbury House Publishers, 1985.
VYGOTSKY et alli. Linguagem, Desenvolvimento e Aprendizagem. São Paulo: Ícone/ EDUSP, 1988.
WIDDOWSON, H.G. Explorations in Applied Linguistics. Oxford:
Oxford
University Press, 1979.
XAVIER, R.P. Focusing on Grammar Pedagogy. In M.B.M. Fortkamp e R.P. Xavier (eds.) EFL Teaching and Learning in
: Theory and Practice. Florianópolis: Editora Insular, 2001.
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